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Consumo e conta de luz

Quanto gasta um ar-condicionado

Atualizado em 18/10/2026 · dados do Inmetro de 31/12/2025 · preços de 18/10/2026

Quanto gasta um ar-condicionado: ar-condicionado em uso numa casa clara
kWh/ano
8 h
R$/kWh

A tarifa com impostos está na conta de luz: divida o total (sem iluminação pública) pelos kWh do mês. O valor inicial é só um exemplo.

Por mês
R$ 0na sua conta

Para saber quanto gasta um ar-condicionado, pegue o consumo da etiqueta do Inmetro (em kWh/ano), divida por 2.080, que são as horas de uso por ano que a etiqueta considera, multiplique pelas horas que você usa por dia e por 30. O resultado é o kWh do mês. Vezes a tarifa da sua conta, dá o valor em reais.

Como usar a calculadora

A calculadora no topo da página faz essa conta para você. São três dados:

  1. Consumo da etiqueta (kWh/ano). Escolha um aparelho da lista, que já traz o número do Inmetro, ou digite o valor impresso na etiqueta do seu modelo. Veja onde fica esse campo no guia da etiqueta do Inmetro.
  2. Horas por dia. Quantas horas o aparelho fica ligado num dia típico de uso. Quem liga só para dormir, por exemplo, conta as horas de sono.
  3. Tarifa da sua conta (R$/kWh). O valor que vem preenchido é só um exemplo. Abaixo explicamos como achar o seu.

O resultado é uma estimativa. O gasto real muda com o calor do dia, o sol no cômodo, a temperatura marcada e se o aparelho tem o tamanho certo. Um aparelho pequeno demais para o cômodo pode ficar trabalhando no limite sem chegar à temperatura; confira o tamanho na calculadora de BTU.

De onde vem o kWh/ano da etiqueta

Na etiqueta nova do Inmetro, a que mostra o IDRS (Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal), o consumo é anual. O Inmetro diz que essa etiqueta "calcula o consumo de energia do condicionador de ar no ano inteiro e leva em consideração o hábito de consumo do brasileiro ao longo do ano".

O passo a passo, pela Portaria Inmetro nº 269/2021 e pela Nota Técnica 18/2021 do Inmetro:

  1. Ensaios em laboratório. O aparelho é medido com temperatura externa de 35 °C em carga total, a 35 °C em carga parcial (metade da capacidade) e, de forma opcional, a 29 °C em carga parcial. Em cada ensaio se mede quanto frio ele entrega e quanta energia elétrica gasta.
  2. Distribuição de temperaturas ao longo do ano. A portaria manda calcular o IDRS e o consumo anual pela norma técnica ISO 16358-1, usando uma tabela de "bins" (faixas) de temperatura externa. A tabela vai de 21 °C a 38 °C e soma 2.080 horas de uso por ano.
  3. Peso maior nos dias amenos. A maior parte dessas horas está entre 22 °C e 27 °C; a faixa de 35 °C tem só 12 horas. Por isso um aparelho que economiza bem em carga parcial, como o inverter (compressor de velocidade variável), tende a ter consumo anual menor na etiqueta.

Resumindo: o kWh/ano da etiqueta é o consumo estimado para 2.080 horas de uso num ano de temperaturas típicas. Isso dá perto de 5,7 horas por dia, se espalhar pelos 365 dias.

Como converter para o seu uso

A conta é uma regra de três com as horas:

kWh por mês = kWh/ano da etiqueta ÷ 2.080 × horas por dia × 30

Se preferir pensar no ano inteiro, multiplique o kWh/ano da etiqueta pelo fator da tabela abaixo. O fator é só a proporção entre as suas horas no ano (horas por dia × 365) e as 2.080 horas da etiqueta.

Uso todos os diasHoras por anoMultiplique o kWh/ano da etiqueta por
4 horas por dia1.4600,70
6 horas por dia2.1901,05
8 horas por dia2.9201,40
10 horas por dia3.6501,75
12 horas por dia4.3802,11

Se você só liga o aparelho no verão, conte só os dias de uso. Três meses de calor com 8 horas por dia são cerca de 720 horas, ou 0,35 do kWh/ano da etiqueta.

Exemplos com split de 12.000 BTUs

Na tabela do Inmetro, um split de 12.000 BTUs mediano (o do meio da lista) consome 485 kWh/ano. O mais eficiente desse tamanho consome 287 kWh/ano, e o menos eficiente, 947 kWh/ano.

  • Uso de 8 horas por dia, o ano todo: multiplique o kWh/ano por 1,40. Para o mês, divida o resultado por 12.
  • Só o verão, 8 horas por dia por três meses: multiplique por 0,35 para ter o total da estação.
  • Em reais: multiplique os kWh pela tarifa da sua conta.

A diferença entre o mais e o menos eficiente do mesmo tamanho aparece igualzinha na conta: com as mesmas horas e a mesma tarifa, o gasto cresce na mesma proporção do kWh/ano. Por isso vale comparar a etiqueta antes de comprar. Veja também inverter ou convencional.

Consumo da etiqueta por tamanho

Split hi-wallMediana no InmetroMais eficiente
9.000 BTUs364 kWh/ano216 kWh/ano
12.000 BTUs485 kWh/ano287 kWh/ano
18.000 BTUs724 kWh/ano468 kWh/ano
24.000 BTUs968 kWh/ano713 kWh/ano

Dados da tabela do Inmetro atualizada em 31/12/2025. Portáteis não têm etiqueta de eficiência do Inmetro; para eles, use a potência em watts da ficha técnica (veja o guia do ar-condicionado portátil).

A tarifa da sua conta de luz

Cada distribuidora tem a sua tarifa, e os impostos mudam de estado para estado. Por isso a calculadora pede o seu valor em R$/kWh. Segundo a ANEEL, a tarifa soma três custos (a energia gerada, o transporte até a sua casa e os encargos do setor), e por cima dela vêm os tributos: PIS/COFINS (federal), ICMS (estadual) e a contribuição de iluminação pública (municipal).

Como achar o R$/kWh na conta

  1. Pegue a última conta e procure o consumo do mês em kWh (fica perto do histórico de consumo e das leituras do medidor).
  2. Na lista de itens da fatura, some os valores ligados à energia: consumo, tributos e adicional de bandeira, se houver. Não some a contribuição de iluminação pública, multas, juros ou serviços avulsos.
  3. Divida essa soma pelos kWh do mês. O resultado é a sua tarifa efetiva, com impostos.

Algumas contas já trazem uma coluna de preço unitário "com tributos" na linha do consumo. Se a sua tiver, pode usar esse número direto.

Bandeira tarifária

A ANEEL usa as bandeiras para mostrar, mês a mês, quanto está custando gerar energia:

  • Verde: condições favoráveis de geração; a tarifa não tem acréscimo.
  • Amarela: condições menos favoráveis; acréscimo por kWh consumido.
  • Vermelha patamar 1: geração mais cara; acréscimo maior por kWh.
  • Vermelha patamar 2: geração ainda mais cara; o maior acréscimo por kWh.

A cor é definida todo mês e vale para todos os consumidores cativos das distribuidoras, menos os de sistemas isolados. Os valores atuais de cada bandeira estão na página de bandeiras da ANEEL. Como o acréscimo é por kWh e o ar-condicionado está entre os aparelhos que mais consomem numa casa, é ele que mais pesa quando a bandeira sobe. Se a conta que você usou para achar a tarifa foi de bandeira verde, some o acréscimo do mês quando a bandeira mudar.

Dicas que reduzem o consumo

As orientações abaixo são do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), reunidas em material do governo federal, e dos manuais da Midea. Segundo cálculos do Procel, o ar-condicionado responde por um terço do gasto de eletricidade doméstico no verão.

  • Compre o tamanho certo. O Procel pede para evitar aparelho potente demais para um lugar pequeno. Use a calculadora de BTU.
  • Escolha pela etiqueta. O Procel recomenda os aparelhos com selo Procel, mais eficientes. Na prática, compare o kWh/ano de modelos do mesmo tamanho.
  • Feche portas, janelas e cortinas do cômodo refrigerado e impeça o sol de bater dentro.
  • Desligue quando o cômodo estiver vazio. Use o timer para desligar de madrugada, se o modelo tiver.
  • Mantenha os filtros limpos. Filtro sujo atrapalha a passagem do ar e faz o motor trabalhar mais. O manual do portátil da Midea pede limpeza a cada 15 dias.
  • Proteja o aparelho do sol. Na instalação, evite que o sol bata na unidade externa ou na traseira do aparelho de janela.
  • Instale no alto da parede. O ar quente se concentra em cima, diz o Procel.
  • Não exagere na temperatura. O manual da Midea lembra que temperaturas exageradas fazem mal à saúde e desperdiçam energia.

Splits de 12.000 BTUs com menor consumo na etiqueta

Ordenados pelo kWh/ano do Inmetro, com preços lidos nas lojas em 18/10/2026. Use o consumo do cartão na calculadora do topo para ver o gasto com a sua tarifa.

Perguntas frequentes

Quanto gasta um ar-condicionado de 12.000 BTUs por mês?

Depende do modelo, das horas de uso e da sua tarifa. Pela tabela do Inmetro, um split de 12.000 BTUs mediano consome 485 kWh/ano em 2.080 horas de uso; divida por 2.080, multiplique pelas suas horas por dia e por 30, e depois pela tarifa da conta.

O consumo da etiqueta do Inmetro é por mês ou por ano?

Na etiqueta nova, com IDRS, o consumo é por ano (kWh/ano) e considera 2.080 horas de uso, distribuídas por faixas de temperatura externa. Aparelhos antigos podem ter a etiqueta anterior, baseada em outro índice (o CEE), então não compare uma etiqueta com a outra.

Onde vejo o preço do kWh na conta de luz?

Na parte de itens da fatura, a distribuidora mostra a quantidade de kWh e o valor de cada item. O jeito mais simples é somar os itens de energia (sem a contribuição de iluminação pública) e dividir pelos kWh consumidos no mês: isso dá a tarifa com impostos e bandeira.

Ar-condicionado inverter gasta menos?

A etiqueta nova do Inmetro foi feita para mostrar melhor a eficiência dos inverter, porque considera o uso ao longo do ano inteiro, com muitas horas em dias amenos. Compare modelos do mesmo tamanho pelo kWh/ano da etiqueta, não pela palavra inverter na caixa.

Deixar o ar-condicionado ligado o dia todo gasta menos que ligar e desligar?

O Procel recomenda desligar o aparelho quando o ambiente estiver vazio. Na conta, o que mais pesa são as horas ligadas, a eficiência do modelo e a temperatura marcada.

Bandeira vermelha aumenta muito o gasto do ar-condicionado?

A bandeira soma um valor fixo a cada kWh consumido, então quem usa mais kWh paga mais. Os valores de cada bandeira estão na página da ANEEL, e a cor do mês vem impressa na conta.

Fontes

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